Conteúdo
Emmanuel Sampson, Gestor Regional da Leica Geosystems para África Oriental e Central, afirma que a inteligência geoespacial é essencial para resolver desafios críticos relacionados com a pobreza, o desemprego e as alterações climáticas em todo o continente. Principais líderes empresariais e governos estão cada vez mais a aproveitar estas ferramentas para automatizar a análise de dados, previsões e reconhecimento de padrões, permitindo decisões baseadas em dados que otimizam os recursos na agricultura, mineração, construção e desenvolvimento urbano.\n\nA inteligência geoespacial resulta da análise de dados e imagens associados a localizações específicas, evoluindo desde as origens dos SIG (Sistemas de Informação Geográfica) na década de 1960 até as atuais plataformas potenciadas por IA. Em África, estas tecnologias impulsionam um crescimento sustentável, apoiando projetos do Banco Mundial que ultrapassam os 500 milhões de dólares em todo o continente. Ao implementar GNSS, estações totais, redes CORS, scanners a laser e soluções de monitorização, empresas em Gana, Tanzânia, Nigéria, Quénia e Uganda aumentaram a produtividade e a rentabilidade, melhorando simultaneamente a segurança através da deteção em tempo real de perigos.\n\nDados indicam que os SIG e o sensoriamento remoto na mineração africana aumentam a produtividade em 35-40 por cento mediante volumetrias precisas e reduzem custos em 20-25 por cento ao diminuírem retrabalho. Além disso, estas ferramentas conduzem a um aumento de 40 por cento na segurança através da cartografia de perigos, evidente nas operações no Botswana e no Zimbábue. A nível global, prevê-se que este setor atinja os 100 mil milhões de dólares até 2030, impulsionando cidades resilientes como Lagos através de iniciativas como a LASGIS.\n\nApesar dos benefícios comprovados, persistem desvantagens, nomeadamente elevados custos iniciais que variam entre 50 000 e 200 000 dólares por sistema e importantes lacunas de competências, sendo que 80 por cento das empresas carecem de operadores qualificados. A conectividade limitada, com apenas 25 por cento dos habitantes da África Subsaariana ligados à internet, e políticas fragmentadas dificultam 70 por cento das implementações. Os cépticos destacam os riscos de deslocalização de empregos na topografia manual, embora análises contrafactuais sugiram que, sem a tecnologia geoespacial, os litígios mineiros e os conflitos fundiários poderiam manter-se a taxas de 50 por cento, atrasando projetos por anos.\n\nO futuro integra gémeos digitais AI-LiDAR e plataformas ESG para infraestruturas preditivas. Sampson antevê que África liderará com hubs como o Quénia, observando que investimentos em políticas e formação desbloquearão triliões em crescimento sustentável. Os seus quadros de referência melhoram a consciência situacional e a eficiência dos fluxos de trabalho, minimizando simultaneamente as pegadas ambientais, posicionando a tecnologia geoespacial como central para a sustentabilidade.