Local do Estádio Snapdragon preparado para enfrentar tempestades atualmente
Aqueles que enfrentaram o tempo húmido enquanto faziam tailgating antes do jogo Boise State-San Diego State provavelmente não pensaram duas vezes em como o local do Estádio Snapdragon gere as águas pluviais atualmente. Mas a verdade é que a propriedade lida com a chuva muito melhor do que antes. Quando a SDSU assumiu o terreno de 166 acres em Mission Valley em 2020, o foco principal era construir o Estádio Snapdragon no canto noroeste. Enquanto o novo estádio estava a ser construído, o antigo estádio no meio estava a ser demolido. Usaram os detritos da demolição e toneladas de terra de enchimento para elevar o nível do terreno em pelo menos 3 metros, resolvendo problemas de inundações que duravam décadas e que afetavam a área.\n\nUm exemplo memorável de inundações passadas aconteceu há cerca de 15 anos durante o Poinsettia Bowl entre SDSU e Navy. O parque de estacionamento do Qualcomm Stadium e até o próprio campo ficaram inundados apenas um dia antes do início do jogo. Foi necessário trazer bombas do Condado de Riverside para drenar a água, que foi apelidada em tom de brincadeira de Lago Murphy. Ainda assim, o campo estava jogável na hora do jogo, e a SDSU garantiu a sua primeira vitória num bowl da Divisão I, 35-14. Desde então, a SDSU não só elevou a superfície do local; também melhorou os sistemas de drenagem, especialmente no lado leste onde planeiam 4.600 unidades residenciais.\n\nDurante anos, o antigo estádio esteve rodeado por quase 19.000 lugares de estacionamento em alcatrão. Quando chovia, a água escoava dessas áreas pavimentadas, recolhendo bactérias, químicos e outras substâncias nocivas, que eram levadas diretamente para o Rio San Diego. Felizmente, esse enorme parque foi substituído por 80 acres de espaço aberto, incluindo parques e áreas ajardinadas ao longo das bordas sul e leste. Os locais apelidaram este espaço verde de “A Esponja Verde” porque o solo e as plantas absorvem e filtram naturalmente os poluentes potenciais antes que a água chegue ao rio.\n\nA água de outras partes da propriedade é captada e enviada através de uma rede de tubos que conduzem a bacias de biorretenção e zonas húmidas artificiais. Pode-se ver estas bacias a sul da estação de elétrico e perto do canto sudoeste do local. Estão construídas acima da zona de inundação de 100 anos com solo especial, plantas nativas e um revestimento impermeável que protege as águas subterrâneas. A água filtrada sai depois por tubos perfurados. As zonas húmidas artificiais encontram-se a sul do Estádio Snapdragon e nos lados nordeste e sudeste. Estas estruturas de betão enterradas, preenchidas com areia e argila, atuam como filtros naturais para poluentes.\n\nOs problemas de contaminação aqui remontam a cerca de 40 anos atrás, quando foram encontradas fugas nos tanques de armazenamento de combustível do Terminal Mission Valley perto da borda nordeste do local. O petróleo tinha fugido para debaixo do parque de estacionamento e do antigo estádio. A limpeza começou há duas décadas e envolveu a remoção de quase dois milhões de libras de contaminantes. A Junta Regional de Controlo da Qualidade da Água de San Diego declarou o solo e a água limpos de contaminação por petróleo há três anos.\n\nMais recentemente, a SDSU anunciou que recebeu uma subvenção de 2 milhões de dólares da Conservatória do Rio San Diego para construir um laboratório no Parque do Rio dedicado à formação e investigação, reforçando os esforços para manter a área ambientalmente saudável. No geral, a transformação do antigo local do estádio no Estádio Snapdragon e os espaços verdes circundantes representam um grande avanço no desenvolvimento urbano sustentável e na gestão das águas pluviais em Mission Valley. Factos chave incluem a aquisição do terreno de 166 acres pela SDSU em 2020, a elevação do terreno em mais de 3 metros para mitigar inundações, e a substituição de um enorme parque de estacionamento em alcatrão por 80 acres de espaços verdes conhecidos como “A Esponja Verde.” As partes interessadas diretamente envolvidas são a SDSU, os residentes locais que esperam 4.600 novas unidades habitacionais, e agências ambientais como a Junta Regional de Controlo da Qualidade da Água de San Diego. Grupos secundários afetados incluem ecossistemas a jusante impactados pela qualidade da água no Rio San Diego. Os impactos imediatos incluem melhor gestão das águas pluviais, reduzindo o risco de inundações e o escoamento de poluentes, melhorando a segurança e a saúde ambiental. O incidente de inundação do Poinsettia Bowl em 2007 oferece um paralelo histórico, destacando a mudança da resposta a crises para melhorias proativas na infraestrutura. Olhando para o futuro, a inovação em infraestruturas verdes oferece benefícios promissores, mas a monitorização contínua é essencial para prevenir o ressurgimento da contaminação. Do ponto de vista regulatório, as prioridades devem incluir o investimento contínuo em zonas húmidas artificiais (alto impacto, complexidade moderada), supervisão rigorosa dos impactos do desenvolvimento residencial (crítico e complexo), e maior envolvimento da comunidade na gestão ambiental (complexidade baixa, alto valor). Estes passos podem garantir resiliência e equilíbrio ecológico enquanto apoiam o crescimento urbano.